sábado, 21 de novembro de 2009

Oficina 11

    As grandes obras não são realizadas pela força, mas pela perseverança!
                                                                               Johnson    
                                     
No dia 19/10 foi realizada a décima primeira oficina com o estudo as unidades 23 e 24 do Tp6. Dividimos a turma em dois grupos. Um grupo deveria apresentar o resumo da unidade 23 e o outro da unidade 24.




A seguir conversamos sobre o texto: A vírgula.

  Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).
Vírgula pode ser uma pausa.... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.


Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.


Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.


E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.


Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Detalhes Adicionais


SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA

PROCURA.
Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.


As cursistas tiveram a oportunidade de compartilhar as experiências vivenciadas em sala de aula.
Ao final conversamos sobre as Gafs nos jornais brasileiros.
Jornal do Brasil

"A nova terapia traz esperanças a todos os que morrem de câncer a cada ano."
(Onde? Na cova?)
O GLOBO
"Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem
intensamente."
(O frio não estava filiado ao sindicato grevista)
EXTRA
"Os sete artistas compõem um trio de talento."
(Hã?)
O DIA
"A vítima foi estrangulada a golpes de facão."
(uma nova modalidade de estrangulamento)
O GLOBO
"Os nossos leitores nos desculparão por esse erro indesculpável."
( De modo algum!)
O DIA
"No corredor do hospital psiquiátrico os doentes corriam como loucos."
(naturalmente....)
Jornal do Brasil
"Ela contraiu a doença na época que ainda estava viva."
(Jura ?)
Extra
"Parece que ela foi morta pelo seu assassino."
(Não diga!)
Extra
"O acidente foi no triste e célebre Retângulo das Bermudas."
(Gente, até ontem era um triângulo! Vai ver que qualquer dia inventem o
(CÍRCULO DAS BERMUDAS...)
O Dia
"O velho reformado, antes de apertar o pescoço da mulher até a morte, se suicidou."
(Seria a volta dos mortos-vivos?)
Extra
"A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço."
(Que aberração!)
Jornal do Brasil
"Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para a satisfação dos habitantes."
(Água no além para purificar as almas...)
Jornal do Brasil
"O aumento do desemprego foi de 0% em novembro."
(Onde vamos parar desse jeito?
Extra
"O presidente de honra é um jovem septuagenário de 81 anos."
(Quanta confusão!)
O Globo
"Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio,trata-se de um incêndio."
Ah, bom! achei que fosse um churrasco!)
O Dia
"Na chegada da polícia, o cadáver se encontrava rigorosamente imóvel."
(Viu como ele é disciplinado?)
Extra
"O cadáver foi encontrado morto dentro do carro."
(Sem Comentários !!!)
O Dia
"Prefeito de interior vai dormir bem, e acorda morto."
(acorda?)

2º Encontro em Barbacena

De 24 a 28 de agosto foi realizada a 2ª etapa de formação do Gestar II em Barbacena.
No primeiro dia cada formador pode apresentar seu trabalho atrvés de slides, cartazes, conversa informal. Neste momento pôde-se conhecer os trabalhos do Gestar II que estão sendo desenvolvidos nos municípios.
 Nos demais dias a Formadora da UNB, professora Clotilde Simplício,apresentou as Tps 6, Tp2 e Tp1 juntamente com materiais de apoio para o desenvolvimento das oficinas.
 Conhecendo a dia dia o material podemos comprovar que o Gestar II tem uma proposta inovadora baseada na concepção construtivista do processo de ensino-aprendizagem, nele aluno e professor constroem juntos o conhecimento.
                           Apresentação de trabalhos

 O que  podemos destacar como ponto positivo deste encontro foi a oportunidade de compartilhar as experiências, de conhecer a realidade de outros municípios que implantaram o Gestar II.




                                             

Oficina 10

Esta oficina foi realizada no dia 17/09, nela estudamos a Tp 6 unidades 21 e 22.Fiz o resumo das unidades e coloquei uma parte debaixo de cada carteira. Cada cursista  comentou sobre o trecho encontrado.
Ouvimos e conversamos sobre a música " É a vida" de Gonzaguinha.

  O Que É, O Que é?
Composição: Gonzaguinha

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...


Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...


Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...
E a vida!


E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...


E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...


Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...


Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...


Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...


Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita


Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...




A seguir trabalhamos com uma apresentação em  power point sobre Oficinas de Leitura e Produção de Textos.


Ao final  foram feitas as atividades do avançando na prática.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Oficina 09

 No dia 03/08 foi realizada a nona oficina com a Tp5, unidades 19 _ Coesão Textual e 20- Relações Lógicas no Texto. Inicialmente escrevi palavras que resumiam as unidades e pedi que as cursistas as colocassem em bolas de soprar.A seguir pedi que as enchessem de ar e jogassem para cima.Depois cada uma deveria pegar  uma bola ,estourar e comentar a palavra que estava na mesma.
 Ouvimos a música " Luar do Sertão" de Catulo da Paixão Cearense e conversamos sobre as marcas de coesão encontradas nela.



                                 Luar do Sertão


Composição: Catulo da Paixão Cearense / João Pernambuco


Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão
Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão
Oh que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando, folhas secas pelo chão


Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade, do luar lá do sertão!
Se a lua nasce por detras da verde mata
Mais parece um sol de prata, prateando a solidão
E a gente pega na viola e ponteia
E a canção e a lua cheia, a nascer no coração


Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão
Não há, ó gente, oh! Não, luar como esse do sertão


REFRÃO


Quando vermelha no sertão desponta a lua
Dentro da alma flutua, tambem rubra nasce a dor
E a lua sobe e o sangue muda em claridade
E a nossa dor muda em saudade
Branca assim da mesma cor


 As cursistas tiveram oportunidades de relatar as atividades desenvolvidas em sala de aula.
 A seguir analisamos alguns textos publicitários que tinham como finalidade sócio-comunicativa  convencer os leitores para a "compra" de produtos.
 Ao final foram  feitas atividades em grupo de produção de texto.



  

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Oficina 8




 As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
 Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem
em seus caminhos!
                    Clarice Lispector

  Pensando e conversando sobre as oportunidades que aparecem em nossos caminhos iniciamos a nossa 8ª oficina com as unidades:17 que tratam sobre a Estilística e 18 : Coerência Textual do TP5.
 Analisamos que os sons da língua podem provocar sensações ou sugerir impressões.Não apenas poetas e escritores fazem uso desse recurso em suas obras, mas também nós, usando no dia-a-dia a linguagem comum, recorremos aos sons da língua para expressarmos nossa emoção e afetividade  .
 Lemos  o poema de José Paulo Paes : Convite e concluimos que o autor, através do aspecto lúdico das palavras, brinca com os sons e também com  sentidos.

Convite
                          


Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.


Só que
bola, papagaio,pião
de tanto brincar
se gastam.

As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
                                                                               
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.



Vamos brincar de poesia?



                                              José Paulo Paes

          
  Em grupo fizemos uma dinâmica. Coloquei cinco trechos de músicas e pedi que cada cursista desenhasse o que sentia ao ouvir cada canção e escrevesse uma palavra.Depois foram organizados grupos que utilizaram as palavras da técnica  para produzirem uma poesia. A técnica foi interessante pois as poesias foram  produzidas de uma maneira prazerosa.
 Fizemos a interpretação do texto: Palavras são palavras de Celso Ferreira Costa. 
 Ao final realizamos a oficina do Teoria e Prática com a análise de um texto publicitário em que discutimos a coerência textual e os sentidos construídos pela linguagem verbal e não verbal.






sexta-feira, 23 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Oficina 7



       No dia 20/07 foi realizada  a 7ªoficina.  Fizemos um resumo das unidades e colocamos em cartolinas. Trabalhamos então com o Baú de Idéias. Cada cursista podia comprar uma idéia e defendê-la.
       A seguir trabalhamos as unidades 15- Mergulho no texto e 16- A Produção Textual do TP4.Analisamos as experiências com a leitura e a escrita de Lygia Fagundes Telles e Gabriel, o pensador.
       Fizemos uma análise de quatro hipóteses  que influenciaram a pedagogia  da escrita :


  •    A escrita é uma transcrição da fala.
  •  Só se escreve utilizando a norma padrão. Todo bom leitor é um bom escritor.
  • Na escola escreve-se para produzir textos narrativos, descritivos e dissertativos.
     Cada cursista compartilhou o  "avançando na prática" e encerramos com a oficina de produção de texto.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Oficina 06

 No dia 06/07nos reunimos para a realização da 6ªoficina . Iniciamos com uma reflexão do texto: Maçãs e Maçãs.

 
    Maçãs e Maçãs


De uma semente de maçã
Não se colhe banana nem laranja
colhe-se maçã.
 Mas pode-se colher maçãs doces ou azedas,
 duras ou macias, bichadas ou não.
Assim também são as pessoas
 A grande diferença é que a fruta se colhe no pé,
 preso ao chão por raízes
Enquanto nós temos os próprios pé
Para frutificar, a planta depende das condições  do solo,
do vento, dos nutirentes,.
 Enquanto nossos pés
  podem produzir as condições  mais favoráveis
  ao nosso desenvolvimento pessoal.
 Você decide a pessoa que quer ser, 
 a cada momento
 E, se não estiver gostando,
   pode mudar.
                                 
 Autor desconhecido


Refletimos sobre o poder de decisão que temos para aproveitarmos , ou não, as oportunidades que a vida nos oferece.O curso Gestar II é uma oportunidade, uma  boa semente que precisa "cair  em um bom solo" para florescer.

 Estudamos as unidades 13 e 14 do TP4 que fala sobre Leitura, Escrita e Cultura e O processo da Leitura. Lemos as experiências pessoais com o mundo da escrita de Patativa do Assaré e Paulo Freire e como essas práticas, em seus cotidianos, modificaram suas formas de aprender a ler o mundo.


Conversamos sobre o processo da aquisição de leitura de cada cursista e cada um escreveu sua história de alfabetização. Foi um momento rico!!
   

                            História de Alfabetização  
                     Professora  Selma Fonseca de Araújo  
                        E.M. Gilberto José Tanus Braz

    Falar da minha alfabetização é lembrar do tempo gostoso da minha infância.Tempo em que eu acordava cedo e brincava o dia inteiro com minhas irmãs, no grande terreiro da chácara em que nós morávamos.
    Sempre gostei de estudar! Meus materiais escolares eram muito organizados, sem  menhuma "orelha"
.   Eu era responsável com minhas tarefas de casa, mas também muito chorona.
   Chorava por qualquer   motivo.
    Minha mãe  sempre diz que quando não tínhamos condições de irmos à escola, por exemplo, nos dias de chuva, eu chorava demais, pois não gostava de perder aula.
    Fiz a Educação Infantil na Escola Pinguinho de Gente, fazendo parte da 1ª turma daquela conceituada escola.
    Logo após, passei a estudar no querido e saudoso " Silveira Brum".Lá estudei os quatro primeiros anos do Ensino Fundamental. Que tempo gostoso!
    Lembro-me muito do ano em que me alfabetizei, da sala em que estudei, dos amigos que tive, da querida professora Penha e do meu primeiro livro: " Barquinho Amarelo", um livro pequeno, bem ilustrado e que contava a história de vários personagens, dentre eles, Marcelo.
   Tenho muitas saudades daquele tempo e guardo com carinho aqueles momentos repletos de emoção,de inocência. Hoje, ao escrever este texto, revivi emoções que nunca mais voltarão, mas que estão presentes no meu coração.






quarta-feira, 7 de outubro de 2009

MEMORIAL DE LEITURA





Apaixonei-me pela leitura mesmo antes de aprender a ler. Minha mãe sempre comprava revistas em quadrinhos para minhas irmãs que eram mais velhas e eu achava aquele universo encantador. Pegava as revistas e tentava ler através dos desenhos.

Com o passar do tempo, curiosa comecei a perguntar às minhas irmãs as letras e fui juntando-as, de repente comecei a ler, com 05 anos. Foi uma festa na minha família. Todas as visitas que chegavam minhas irmãs pegavam livros, bulas para eu ler para que as pessoas pudessem ouvir. Eu me sentia uma verdadeira artista!!!
Com seis anos fui para a escola da “ Tia Filhinha”um amor de educadora, eu era a única da sala que já sabia ler . Amava ir para a escola. Aos 07 anos fui para a E.E. Silveira Brum e lá viajei no Barquinho Amarelo com Marcelo e Rosinha...


Durante todo o meu percurso escolar sempre estive envolvida nas atividades de leitura e participei de vários eventos em que eu declamava poesia
Não teve jeito: Assim que terminei o Ensino Médio aos 17 anos passei no vestibular para o curso de Letras na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Santa Marcelina.
Aos 21 anos fui aprovada no concurso de Professor I da Prefeitura Municipal de Educação de Muriaé e comecei minha vida profissional  contando histórias e levando meus alunos para conhecer outros mundos através  da leitura.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Oficina 5

  Dia  22/06  realizamos nossa 5ª oficina e foram trabalhadas as unidades 11 e 12 do TP3 com os temas: Tipos Textuais e A Inter- Relação entre Gêneros e Tipos Textuais. O resumo das unidades foi apresentado aos cursistas que logo a seguir relataram  as atividades do Avançando na Prática.
Após uma discussão sobre as sequências tipológicas foi apresentado o filme:Narradores de Javé.


                                      Avançando na Prática





                              Professora Alessandra                 
                             E.M. Profª Elza Rogério

terça-feira, 29 de setembro de 2009

1º ENCONTRO DOS FORMADORES DO GESTAR II EM BARBACENA

 No período de 23 a 27 de março aconteceu em Barbacena  a Capacitação Inicial  do Gestar II. Lá conhecemos a professora Clotilde Smplício Belo, a formadora da Universidade de Brasília que nos acompanhará durante todo o curso. Cerca de 25 professores dos municípios de Carangola, Muriaé, Leopoldina, Arantina, Manhuaçu, Viçosa e Ponte Nova dentre outros estiveram presentes.


 Foi uma semana de muitos desafios, conhecemos o material  e o estudamos. Entendemos que o Gestar II é voltado para as áreas de Língua Portuguesa e Matemática e destinado aos professores que atuam nas séries finais do ensino Fundamental da rede pública e objetiva a formação continuada.


 O foco do programa é a atualização dos saberes profissionais  por meio de subsídios e do acompanhamento da ação do professor no próprio local de trabalho.


 A proposta pedagógica baseia-se na concepção sócio- construtivista do processo de ensino - aprendizagem. Assim, aluno e professor constroem juntos o conhecimento em sala de aula, por meio de uma relação inter-dependente.


Neste encontro  tivemos a  oportunidade de conhecermos profissionais da Educação comprometidos  e dispostos a inovarem sua vida profissional.
                              
               APRESENTAÇÃO  DE TRABALHOS             



 Acreditamos que o Gestar II enriquecerá muito nossas escolas, professores e alunos.


                 TRABALHO EM GRUPO

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Oficina 4

   No dia 25/05 realizamos a quarta oficina. Iniciamos com a técnica dos 
" Poemas Enlatados". Esta técnica é interessante pois podemos trabalhar a poesia de uma maneira lúdica.

 A seguir os cursistas relataram o " Avançando na Prática" que consiste em atividades para serem aplicadas em sala de aula dentro dos conteúdos trabalhados nas unidades. Através desta atividade podemos ver  o diferencial do Gestar II que  é a aplicabilidade  dos conteúdos, a teoria sai dos livros e alcança as salas de aulas.
A tônica deste encontro foi " A importância dos Gêneros Poéticos", que não se restringem aos clássicos,mas são encontrados  em versões mais acessíveis  como por exemplo, em Manuel Bandeira ou na Música Popular Brasileira.

domingo, 27 de setembro de 2009

Oficina 3


No dia 25/05 realizamos nossa 3ª oficina que foi iniciada com uma reflexão sobre o texto: A moça tecelã de Marina Colasanti, que transcrevemos abaixo:

A Moça Tecelã
Por Marina Colasanti
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.
Leia outros textos de Marina Colasanti aqui.

Após ler o texto fizemos uma análise. O texto é riquíssimo, repleto de realismo e faz-nos refletir sobre a possibilidade de escolhas, revela a possibilidade de tecermos e " destecermos" nossas vidas.Muitas pessoas tecem, mas não têm coragem para " destecerem o que não deu certo" e passam a vida amarguradas e infelizes".
Conversamos sobre a nova possibilidade que temos de "tecermos o Gestar II" e aplicá-lo em nossas vidas!
Decidimos ler e fazer as atividades da Tp3 junto com as cursistas para que pudessem compreender melhor o material

Oficina 2- Introdutória


 A segunda Oficina Gestar II foi no dia 27/04/2009 eteve a presença de 50 professores. Realizamos uma dinâmica sobre cooperação e trabalho em equipe. Foi ressaltado que estes ingredientes precisam estar presentes durante todo o curso.Apresentamos o video Saber e Sabor, com depoimentos de vários professores sobre seus melhores professores.Algumas frases foram colocadas debaixo das cadeiras e os cursistas foram convidados a falar sobre elas.Apresentamos o Kit de livros do GESTAR II e os mesmos foram entregues aos cursistas.Apresentamos as primeiras unidades a serem trabalhadas e as respectivas atividades de casa

Oficina 1- Introdutória

A primeira oficina Gestar II foi relizada na Escola Municipal Dr. Antônio Canêdo no dia 23/04.Apresentamos o curso,tiramos dúvidas e ao final tivemos um momento de confraternização. O que nos chamou muito a atenção foi o número expressivo de pessoas interessadas em participarem do curso.